segunda-feira, 16 de julho de 2007

O Mar

O Mar
Escrevo, enquanto olho p’ró mar, no meu velho bloco de anotações.
E quantas vezes olhei para ele pensando em alguém...
mas desta vez tem algo de diferente na
superfície das águas desse mar...
o vento toca nele suavemente e forma ondinhas
bem pequenininhas... carícias sobre o oceano...
da mesma forma que eu queria fazer carinhos
nos teus cabelos.
O meu caminhar me permitiu ter amigos
em tantos lugares do mundo...
no México, no Japão, na Inglaterra,
na Alemanha, na Argentina, na Itália...
quando eu era criança atirava garrafas ao mar,
com cartas para um amor distante...
as minhas garrafas chegaram nas suas praias...
e não importa por qual mar...
no de você foi através do “mar que sai dos olhos”.
Jamais havia visto reflectido na superfície do mar o rosto de alguém
como vejo o seu neste momento... “Te adoro, quase te amo...”
é tudo que queria te dizer agora.
Eu estou muito diferente do que eu era antes
“milímetros de prazer, quilómetros de paixão”...
tenho a impressão que redescobri o sentido da minha vida
“Daqui vejo o teu descanso, perto do teu travesseiro,
depois quero ver se acerto, dos dois quem acorda primeiro”
Quem inventou o amor?... Me explica por favor.
O mar sabe e eu não sabia, que toda espera um dia vira agonia,
que tudo o que eu queria era dormir nos teus braços como homem
e, antes das seis, quando o dia estiver quase amanhecendo,
acordar de novo menino.
Quando um dia me perguntarem como nós nos conhecemos
eu direi que “nos conhecemos num lugar chamado destino”.
Perdoe-me pela volúpia,
mas não consigo segurar a minha onda e dizer que
“Te adoro, quase te amo...”

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