terça-feira, 15 de julho de 2008

Eu tento

Eu tento,
tento que meus passos sejam certos,
mas não são!
Caminho, caio,
caio, levanto e caminho de novo...
Não interessa,
não me interessa o tempo que leva...
se vou ter contigo.
Lá, no final da minha caminhada eu vejo-te,
com teus braços abertos,
abertos...
esperando por mim!

Preciso de ti

Traz-me o teu abraço, o teu beijo... o teu afago..
Preciso tanto de ti...
Traz-me as palavras certas, as palavras que preciso escutar...
Preciso tanto de ti...
Vem, nem tragas flores, (não precisas)
vem TU apenas...
Preciso tanto de ti...
O abraço, o beijo, o afago...
as tuas palavras, a tua presença....
só porque preciso de ti!!!

Soltei o grito

Soltei o grito do meu silêncio contido...
guardei os poemas que não me escreveste...
saboreei cada palavra que não me disseste...
Parei... parei, enfim,
para escutar o teu silêncio, na profundeza do meu...
oiço apenas as palavras que os teus olhos me dizem,
esses olhos de mistério, escuros, profundos...
e vou desvendando os teus segredos um a um...
enquanto me abraças, forte, contra ti...
enquanto me beijas com teus lábios quentes...
enquanto me acaricias com tuas mãos suaves, sensuais...
enquanto me segredas ao ouvido,
num murmúrio enlouquecido e rouco,
as palavras que eu escuto
apenas no teu silêncio...

Peguntei...

Era dia, um dia ensolarado
e eu perguntei ao vento, ao mar e ao sol…
Fui caminhando sem rumo…
o dia ensolarado foi fugindo
e enquanto eu caminhava.. anoiteceu.
Perguntei então ao firmamento escuro,
à lua, às estrelas…
e perguntei também ao silêncio da noite
“Porquê?”
O vento agitou o mar que o sol iluminou…
as estrelas saltitaram irrequietas e brilhantes…,
diante de mim
e a lua iluminou intensamente o firmamento escuro…
Meus olhos piscaram,
tal a intensidade dessa imensa luz…
Foi nesse instante que senti teus braços envolver meus ombros...
como por magia
e escutei uma voz, a tua, dócil e suave que me segredou:
Não perguntes “porquê”… Apenas V IV E!!!

domingo, 22 de junho de 2008

Poema mudo

O meu poema é mudo
não tem palavras...nem tema
tem momentos, tem ternura
tem as recolhas que fiz...
é apenas um poema!
Nele, estás tu, estou eu
está tudo o que sentimos
e tudo em que acredito...
está o mar e o sol,
as sombras, o infinito
e tudo o que é verdadeiro...
sensualidade, erotismo
carência dos teus afectos
e dos teus beijos saudade
das tuas mãos sinto a ausência
Olho no olho é meu lema
Sinto desejo de ti...
e nada é menos verdade
nem o tesão é menor
por estarescrito
em poema!!!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Dá-me

Dá-me,
dá-me tudo o que tens amor, paz...
dá-me também os caminhos traçados
discretos no alcatrão fresco.
Dá-me
a luz, o sol, as folhas da cerejeira
no fundo do jardim.
Dá-me
a glória, a benção, as mãos estendidas,
a brisa do mar envolvente de espuma.
Dá-me
calor, palavras soltas, vazias...
Dá-me
as rosas vermelhas, as brancas, as amarelas.
Dá-me
a força, a sensação, o orvalho das manhãs
o cheiro e a doçura do mel em frascos de vidro.
Dá-me
principalmente a vivência,a alma enjeitada a um canto.
O ser, se o puder ser com calma,
sem pressas...
Dá-me
a conhecer-me e a sentir-me.
Apresenta-me a mim, sem pudores nem despeito,
nem rancores acinzentados de passados a descoberto.
Dá-me
finalmente o encontro perdido,
gravado a ferros de angústia,
em tempos idos de solidão,
o encontro fulgurante e hipnotizador
com a vida!

Soltei o Grito


Soltei o grito
do meu silêncio contido...
guardei os poemas
que não me escreveste...
saboreei cada palavra
que não me disseste...
Parei...
parei, enfim,
para escutar o teu silêncio,
na profundeza do meu...
oiço apenas as palavras
que os teus olhos me dizem,
esses olhos de mistério,
escuros, profundos...
e vou desvendando
os teus segredos
um a um...
enquanto me abraças, forte,
contra ti...
enquanto me beijas
com teus lábios quentes...
enquanto me acaricias
com tuas mãos suaves,
sensuais...
enquanto me segredas ao ouvido,
num murmúrio enlouquecido
e rouco,
as palavras que eu escuto
apenas no teu silêncio...

Ats - 2007-09-07